Perfil

Fanático e a Política
Muito mais que torcedor, Carlos David Parizotto da Silva, o Fanático, torce por uma Porto Alegre ainda melhor. Com suas fortes raízes porto-alegrenses, nunca pensou em deixar sua terra e, muito mais que isso: seu amor pela capital gaúcha se transformou em sentimento de responsabilidade por esse chão. Davi quer ir além do que levantar a torcida no estádio. Do desejo de fazer algo mais pela sua cidade até a ação de fato, foi um passo rápido, mas muito bem calculado. Tendo como principal motivação o apoio de muitas pessoas, a força de vontade e a certeza de ter condições de fazer mais, resolveu estudar para alcançar condições de realizar um trabalho à altura do que a capital merece. Não o satisfazia somente sua vontade, para melhorar Porto Alegre; queria também a técnica para traçar o melhor caminho. Optou pelo curso de Gestão Pública. “Para ser um legislador é preciso ter conhecimento. Parti para os estudos. Não se pode simplesmente acordar um dia e querer virar político, como a maioria faz. Não! Isso é sério! Representar pessoas não é brinquedo”, explica.
Para ele, Porto Alegre precisa renovar. “Sofremos com uma política velha, sempre com os mesmos pensamentos. Sofremos com o desperdício de dinheiro. Muita sujeira pela cidade no período eleitoral”, lamenta. A solução, na sua análise, está na mudança, na coragem. “Porto Alegre precisa de pessoas sem medo de renovação. Precisa que o cenário da política seja acompanhado por todos, mesmo após as eleições. Os eleitores não podem deixar de cobrar de seus eleitos”, afirma.
O Fanático quer fazer o máximo possível por Porto Alegre. São muitos os projetos, que têm o aperfeiçoamento da educação seu principal foco. Está se preparando para fazer o melhor por sua cidade, sem nunca deixar de ser quem é, sem esquecer suas raízes, sem deixar de ser a pessoa que todos conheceram: corajoso, audacioso e comprometido com quem está do seu lado. “Prometo dar o melhor de mim. Cobrar quem tem que ser cobrado”, salienta o candidato a vereador de Porto Alegre.

Quem é Davi?


Aos 35 anos, é casado há 14 anos e tem um filho de três anos. Na infância, tinha o sonho de brilhar no futebol como jogador, mas a vida tinha outros planos para o guri. Estudou o ensino fundamental e o médio em redes públicas, e atualmente cursa Gestão Pública na FACINTER. O amor por seu clube sempre esteve presente na sua vida. Herdou da família a paixão que ostenta pelo colorado, mas o fanatismo só aflorou na adolescência. Foi nessa época que começou a pintar o rosto, pois achava que a demonstração de amor ao seu time deveria ser ainda mais forte. Em 2004, ganhou a peruca vermelha que tornou sua presença ainda mais marcante nos estádios.
Dessa forma, conseguiu somar e construir uma bela história de amor e respeito pelas pessoas, através desse relacionamento com a torcida, com o público. Como está sempre buscando mais e mais, transformou o personagem Fanático em algo que poderia trazer ainda mais alegrias para as pessoas. “Quero sempre levar alegria nos lugares onde às vezes não chega, como hospitais, ou carinho, nos locais onde as pessoas vivem em vulnerabilidade social”, desabafa. Nesse contexto, destaca como seu momento especial, um Dia das Crianças, no Parque Gigante, quando foi surpreendido com a empolgação de uma menina de 6 anos. Ela foi correndo ao encontro dele e gritando “Fanático, Fanático”, e o abraçou forte e demoradamente. “Foi uma das melhores sensações da minha vida, depois do nascimento do meu filho. Senti muita vontade de fazer mais pessoas sorrirem. Um abraço diz muito e tem o poder de refazer um homem!”
O Fanático, que valoriza o respeito e a veracidade em qualquer tipo de relacionamento, destaca a importância da família na formação de uma pessoa. Tanto que cita, como sua maior referência, o seu pai: “Viveu 15 anos em uma cadeira de rodas, tetraplégico, mas sempre sorrindo e dando exemplos positivos de vontade de viver e ajudar quem precisava”, diz emocionado. Outra fonte de sabedoria foi o exército, onde ingressou em 1996. A vida militar ensinou esse colorado a ter ainda mais disciplina, a viver sem o mínimo conforto, e a dar ainda mais valor aos amigos e à família, de quem ele se orgulha tanto.